Obstrução/Uso indevido de calçada
Relato dos transtornos e solicitação de providências – Obras da Sabesp/Consórcio Tamanduateí
Prezados(as),
Venho, por meio deste e-mail, registrar formalmente os transtornos e prejuízos que vivenciei em razão das obras executadas pela Sabesp, por meio do Consórcio Tamanduateí (Constan), em frente ao meu estabelecimento comercial, bem como solicitar a análise dos fatos, a conclusão das pendências existentes e a adoção das providências cabíveis.
Em meados de janeiro de 2026, representantes da Sabesp compareceram ao local para informar o início das obras e apresentar um cronograma. Desde o início houve informações divergentes sobre a duração da intervenção (15, 30, 90 e posteriormente 120 dias).
As obras tiveram início em 2 de fevereiro de 2026. No primeiro dia, a equipe ocupou integralmente o estacionamento da minha loja com tapumes, caixa d'água, banheiro químico, gerador e demais equipamentos. Questionei a ocupação do estacionamento, mas fui informada de que os responsáveis apenas “cumpriam ordens”.
Posteriormente relatei ao engenheiro responsável que a estrutura instalada impedia completamente a visualização da loja, deixando apenas uma estreita passagem para pedestres e comprometendo a segurança de quem trabalha sozinha no local. Embora as vendas já estivessem sofrendo impactos por outros fatores, a obra agravou significativamente essa situação.
Foi firmado um acordo para pagamento de um mês de aluguel e mais sete dias em razão da ocupação do estacionamento. Entretanto, mesmo após a desocupação, a obra permaneceu ocupando a rua, mantendo os prejuízos decorrentes da perda de visibilidade.
Durante a perfuração da tubulação, o piso da loja começou a estufar. A empresa atribuiu o problema à umidade, sem apresentação de laudo técnico. As fotografias do imóvel foram feitas somente após o início das obras, embora o piso estivesse intacto naquele momento. O modelo do piso não é mais encontrado no mercado e, até hoje, não houve solução definitiva.
Estou instalada no imóvel há aproximadamente sete anos e nunca havia ocorrido qualquer problema semelhante antes das escavações.
Financeiramente, janeiro permitiu apenas o pagamento das despesas fixas; fevereiro ficou abaixo desse valor; em março o faturamento foi de apenas R$ 309,50; em abril consegui pagar as despesas apenas por meio de um bazar de liquidação.
Após meses de sucessivos adiamentos para conclusão da obra e sem solução para os problemas apresentados, tomei a difícil decisão de encerrar as atividades da minha loja física. Permanece pendente a reparação do piso danificado.
Solicito que este relato seja analisado com a devida atenção, que as pendências sejam solucionadas com urgência e que eu receba um posicionamento formal sobre as providências que serão adotadas.
Coloco-me à disposição para apresentar documentos, fotografias, vídeos e demais provas.
Atenciosamente,
Elaine Passarelli da Silva
Ponto de referência: Próximo a Padaria Salete